Bissau, 3 de novembro de 2026 – A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) congratulou-se com a libertação de alguns militares detidos há mais de um ano, no âmbito de uma alegada tentativa de golpe de Estado, mas exigiu às autoridades a libertação imediata dos restantes detidos.
Em comunicado, a organização considera que as recentes libertações são um passo positivo, mas defende que os esforços devem continuar até que todas as pessoas ainda privadas da liberdade sejam libertadas, caso se confirme a ausência de fundamento legal para a sua detenção.
Casos considerados prioritários
Entre os casos que considera prioritários, a LGDH aponta os de Tcherno Bari, conhecido por Tcherninho, Braima Baldé, Malam Djassi, Ibraima Conté e Abulai Queita. Segundo a organização, continuam detidos há mais de um ano sem qualquer processo judicial.
Esclarecimentos ao Tribunal Superior Militar
A Liga exige igualmente ao Tribunal Superior Militar esclarecimentos urgentes sobre a situação processual de Victor Tchongo, Ramalhano Mendes e Lamine Camará, bem como a publicação oficial do acórdão que terá determinado a sua libertação.
No mesmo comunicado, a organização volta a exigir a identificação e a responsabilização judicial dos alegados autores materiais e morais das execuções sumárias de Vigário Luís Balanta e Mamadu Tano Bari.
Reconciliação e Estado de direito
Para a LGDH, a libertação de todos os detidos arbitrariamente é fundamental para promover a estabilidade, recuperar a confiança nas instituições e contribuir para a reconciliação nacional.
A organização reafirma ainda que o respeito pelas liberdades individuais, pelas garantias judiciais e pelas decisões dos tribunais é uma obrigação das autoridades num Estado de direito.
Fonte: comunicado da Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Redação BissaGuéTv


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