Bissau, 4 de novembro de 2026 – As Forças de Ordem Pública interromperam, na manhã desta quarta-feira, uma manifestação pacífica de um grupo de cidadãos guineenses que reclamava a emissão de vistos de estudo na Embaixada do Brasil na Guiné-Bissau.


O protesto começou nas primeiras horas da manhã. Os participantes empunhavam cartazes com mensagens como “No misti bai studa, no misti odja cônsul” (Queremos estudar, queremos falar com o cônsul).
Poucos minutos depois do início da manifestação, chegaram ao local três viaturas das Forças de Ordem Pública, cujos agentes pediram aos manifestantes que suspendessem a iniciativa.
“Recebemos orientações para suspender”
Em declarações à Rádio Sol Mansi (RSM), o porta-voz do grupo, Moisés Guinta Alberto Yala, afirmou que os manifestantes tentaram explicar às autoridades que tinham direito a realizar uma manifestação pacífica. Segundo o porta-voz, os agentes responderam que tinham recebido orientações para suspender o protesto.
Vistos recusados “sem justificação clara”
Sobre as razões do protesto, Moisés Guinta Alberto Yala acusa a Embaixada do Brasil de recusar pedidos de visto apresentados por cidadãos guineenses que pretendem prosseguir os estudos naquele país com recursos próprios, alegadamente sem uma justificação clara.
Os manifestantes pedem a intervenção do Governo da Guiné-Bissau junto das autoridades brasileiras. Afirmam que a sua intenção é apenas continuar a formação académica, adquirir mais conhecimentos e, no futuro, contribuir para o desenvolvimento do país.
Embaixada sem reação
A RSM tentou ouvir a reação da Embaixada do Brasil sobre estas acusações. Segundo a rádio, o segurança da embaixada informou que, de acordo com a secretária, a representação diplomática só poderá pronunciar-se mediante um pedido de entrevista por carta.
Fonte: Rádio Sol Mansi (RSM)
Redação BissaGuéTv


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