Espanha, 5 de novembro de 2026 – O guarda-redes do FC Andorra, Jesús Owono, quebrou o silêncio esta quarta-feira, numa carta divulgada pelo clube, sobre a morte do avançado do CD Tenerife, Jesús de Miguel, que faleceu na terça-feira, aos 30 anos, depois de um choque entre os dois durante um jogo da segunda divisão espanhola.
Na mensagem, o internacional pela Guiné Equatorial, de 25 anos, diz estar a viver o período mais difícil da sua vida e pede que, para já, o pensamento esteja no jogador falecido e na sua família.
«Estão a ser os dias mais difíceis da minha vida. Custa-me encontrar as palavras e é-me muito difícil assimilar tudo o que aconteceu.
Sinto uma dor enorme pela perda do Jesús. Penso nele, na sua família e em todas as pessoas que o amavam. Sei que haverá muitas questões a tratar e enfrentarei o que vier com todo o respeito.
Mas, neste momento, sinceramente, não consigo pensar em mais nada a não ser no Jesús e na dor que estamos a viver.
Descansa em paz, Jesús.»
O que aconteceu em campo
O choque ocorreu na segunda-feira, 2 de novembro, no Estádio Heliodoro Rodríguez López, em Tenerife, nos descontos do encontro entre o CD Tenerife e o FC Andorra, da 12.ª jornada da LaLiga Hypermotion. Owono saiu da sua área até junto do meio-campo para afastar uma bola longa e, nesse lance, atingiu De Miguel com o joelho.
O guarda-redes foi expulso e o jogo foi suspenso. O avançado sofreu uma paragem cardiorrespiratória, foi reanimado e levado para o Hospital Universitário Nuestra Señora de Candelaria, onde ficou nos cuidados intensivos. O CD Tenerife anunciou a sua morte às 8h00 de terça-feira, 3 de novembro.
Luto e investigação
Nascido em Madrid, Jesús de Miguel representava o CD Tenerife desde o verão de 2025 e era pai de um filho. O clube decretou seis dias de luto oficial, com todas as atividades suspensas, e o funeral realiza-se em Navahermosa, na província de Toledo. Está também prevista uma homenagem solene no Estádio Heliodoro Rodríguez López no sábado, às 18h00.
Segundo a BBC News Mundo, a polícia espanhola abriu uma investigação de rotina por um possível homicídio por negligência, procedimento habitual neste tipo de caso. Um colega de equipa de Owono afirmou que o guarda-redes nunca faria mal a alguém de forma intencional e que está profundamente afetado com o sucedido.
Redação BissaGuéTv


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