O Primeiro-Ministro de transição, Ilídio Vieira Té, participou nas cerimónias de toca-choro, um dos rituais fúnebres tradicionais mais marcantes da Guiné-Bissau.
O que é o toca-choro
O toca-choro, também conhecido como toka-tchur, é um ritual fúnebre e ao mesmo tempo festivo, praticado por várias etnias do país, entre as quais os Balantas e os Mancanhas (Brames).
Trata-se de uma cerimónia de evocação do espírito, destinada a ajudar a alma do falecido a fazer a transição definitiva para o mundo dos ancestrais. Pode realizar-se logo após a morte, mas é mais frequente acontecer meses ou até anos depois do falecimento.
O ritual costuma ser realizado em memória de pessoas mais velhas, líderes comunitários ou chefes de família, figuras respeitadas pelas suas comunidades.
No centro da cerimónia está o bombolom, instrumento de percussão tradicional feito de um tronco de árvore escavado. Através dos seus toques específicos, os mais velhos transmitem mensagens e contam a história e a descendência do falecido.
Redação BissaGuéTv
Apesar da sua origem fúnebre e ligada ao luto, o toca-choro assume também um caráter festivo e comunitário, com o sacrifício de animais, como vacas, porcos ou cabras, que são partilhados com os presentes em honra do ente querido.

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